O Novo Consumidor: Entre o Excesso e a Busca por Sentido

Cool.Lab e Ecotolab se juntaram em estudo sobre novo consumirdor

Renato Palhares

5/11/20252 min read

woman holding brown umbrella
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Por Renato Palhares – ODRAM Aceleradora Comercial

Vivemos um momento onde as fronteiras entre o real e o digital estão cada vez mais diluídas. Em meio a uma sociedade marcada pelo imediatismo, hiperexposição e transformações aceleradas, entender os novos comportamentos do consumidor tornou-se essencial para qualquer negócio.

A cultura atual tem sido movida por um ego digital inflado, onde as redes sociais projetam versões idealizadas das pessoas. O resultado? Um culto à performance e à imagem, onde o indivíduo ocupa o centro absoluto de tudo — inclusive de sua própria pressão.

Com base em estudos recentes e na leitura atenta do cenário contemporâneo, podemos identificar dois grandes movimentos de comportamento de consumo que merecem atenção:

🧠 1. O Pós-Humanidade: Quando o Bem-Estar Vira Meta de Alta Performance

Mais do que saúde, busca-se a melhor versão de si mesmo. A estética do bem-estar domina a narrativa: produtividade, performance e alimentação funcional viraram pilares de consumo.

Porém, o excesso nos levou ao limite da patologização do normal: uma era de medicalização da rotina, onde o cansaço, a ansiedade e a comparação constante são tratados como doenças — vide a popularização do Ozempic, por exemplo.

Além disso:

  • A indulgência foi ressignificada: alimentos funcionais e comfort food coexistem como soluções emocionais.

  • Dormir, se hidratar e até descansar viraram serviços premium.

  • Há uma corrida por "fast wellness": soluções rápidas, híbridas e personalizadas para quem está exausto de tentar alcançar o inalcançável.

  • Redes sociais impõem padrões inalcançáveis de corpo, sucesso e felicidade, gerando frustração e abandono silencioso.

🧩 2. A Morte do Outro: O Vazio das Conexões

Enquanto o foco está em si mesmo, o outro vai desaparecendo da equação. Em resposta a essa solidão silenciosa, vemos crescer o apelo das comunidades reais — sejam elas presenciais ou digitais.

A ascensão de clubes de leitura, grupos de esporte coletivo, espaços digitais colaborativos e encontros com propósito são respostas à necessidade de se sentir parte de algo.

O senso de pertencimento passou a ser um novo marcador de saúde mental. Mas há um dilema: a cultura egocentrada tem nos desconectado, ainda que estejamos "sempre conectados".

📊 Segundo a MindMiners, 36% dos brasileiros relatam se sentirem mais distantes das pessoas que amam por causa do uso excessivo das redes sociais.

Relações mais fluídas, mas menos profundas. Estamos mais acessíveis, mas menos disponíveis. Mais conectados, porém mais sozinhos.

O Que Isso Muda Para Sua Marca?

O consumidor de hoje não quer apenas comprar — ele quer sentir, pertencer, ser compreendido.
As marcas que ignorarem essa virada comportamental perderão relevância.

A ODRAM trabalha para construir relacionamentos autênticos e experiências verdadeiras, onde dados, comportamento e conteúdo caminham juntos.

Quer conversar sobre como a sua marca pode se conectar com esse novo consumidor?

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Vamos juntos transformar tendências em estratégias reais de crescimento.